Cotas nas universidades
Esta questão das universidades públicas reservarem cotas já deu muito o que falar.
Muita gente é a favor, muita gente é contra.
Aconteceu a primeira derrota da política de cotas. E foi aqui, no Paraná.
A Justiça Federal no Paraná concedeu uma decisão contra a política de cotas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A autora do processo é a estudante Elis Wendpap Ceccatto, 20 anos, que obteve nota superior a de vestibulandos cotistas, mas não pôde ser matriculada no curso de direito da instituição.
Resumindo, ela passou no vestibular, mas não pode se matricular por falta de vaga. Sua vaga foi dada a um cotista, que teve nota inferior a ela.
De acordo com o edital do vestibular, das vagas oferecidas para os cursos da UFPR, 20% são de inclusão racial, disponibilizadas para estudantes de cor preta ou parda.
Outros 20% das vagas são reservadas para inclusão social, para estudantes que tenham realizado todo o ensino fundamental e médio em escola pública. Confira.
*Assunto bem polêmico. Você e contra ou a favor das cotas?




19 janeiro 2008
8:46 am
Nº 15612
Sou radicalmente contra as cotas.
Isso só vem aumentar a discriminação racial, imagine como vc se sentiria sabendo que vc só está lá devido sua cor, não por capacidade ou competência, mas por uma legislação burra.
Email do autor:
19 janeiro 2008
8:52 am
Nº 15615
JURO Q EU IA PROPOR PRA VC DEBATER AS COTAS>>É MUITO BOM TEMA. EU SOU CONTRA TOTALMENTE>
Email do autor:
19 janeiro 2008
8:55 am
Nº 15616
Sem me referir ao Indignado e ao Kaká, que escreveram bem, peço que num tão tão complicado como este, que os leitores/comentarists tomem cuidado com as palavras. É muito melindroso.
Email do autor: edsonlima@odiariomaringa.com.br
19 janeiro 2008
9:00 am
Nº 15618
eu gostaria de saber o que as pessoas de cor negra acham?
eu sou contra a cota para negros, mais sou a favor a cota para estudantes que realizaram todo ensino fundamental e medio em escola publicas, pois lá tem pessoas de todas as raças
Email do autor:
19 janeiro 2008
9:15 am
Nº 15620
Kaká, meu jovem, pare de escrever em caixa alta (todas as letras maiúsculas) que fica ruim pra ler. OK?
Email do autor: edsonlima@odiariomaringa.com.br
19 janeiro 2008
9:22 am
Nº 15621
Sou totalmente contra…..Pois essas cotas só servem para discriminar ainda mais os negros, não somos todos iguais???
Email do autor: hrdina@hotmail.com
19 janeiro 2008
9:23 am
Nº 15622
TA BOM EDSON, VOU PARAR DE ESCREVER TUDO MAIÚSCULO!
Email do autor:
19 janeiro 2008
9:33 am
Nº 15624
KAKÁ, SEU ATREVIDO, VOCÊ ACABA DE GANHAR UMA SEMANA DE GANCHO NO BLOG, POR TER ESCRITO TUDO EM MAIÚSCULAS DE NOVO. AVISEI QUE NÃO PODE.
Email do autor: edsonlima@odiariomaringa.com.br
19 janeiro 2008
9:39 am
Nº 15625
É um tema muito complicado. A minha opinião é que esta imposição de cotas não deveria existir. Pois não é a cor que vai definir o grau de inteligencia das pessoas. Como a Nina mesmo escreveu, “não somos todos iguais?” todos não são iguais perante a lei, não está lá na Constituição Brasileira no seu artigo quinto? Porque este benefício para algumas pessoas, e aquelas pessoas que as vezes com muito sacrifício, e que estudaram a vida toda em escolas publicas, conseguem notas superiores ao “cotistas” e são eliminados. Por isso não concordo e não acho justo!
Email do autor: ronaldo.mga@pop.com.br
19 janeiro 2008
9:40 am
Nº 15626
SOU CONTRA.
SOU CONTRA.
SOU CONTRA.
SOU CONTRA
ARTNOC UOS….
Email do autor: redered@wnet.com.br
19 janeiro 2008
10:52 am
Nº 15636
Fico as vezes na duvida com relação a maneira de se afirmar que uma pessoa é parda, o negro esta evidente na pele e nos documentos, eu por exemplo sou neto de negra , mas com as misturas de raça tenho a pele dita morena ( no documento sou de pele branca), mas posso tranquilamente provar minha origem negra, e ai como funciona esta questão ?
Email do autor: transportes50@hotmail.com
19 janeiro 2008
10:59 am
Nº 15638
Não deixa de ser um tema polêmico, claro. Mas estudos revelam e debatedores concluem que é uma medida acertada conceder esse benefício. É sabido que o negro sofre uma discriminação social. Que o maior contingente de pobreza, e isto leva o individuo a degradação humana, pois retira dele condições existentes em outras pessoas, se acentua na raça negra, logo, o impossibilita de competir na igualdade ou nos privilégios concedidos a outrem. Foram, principalmente, nessas dificuldades que estimulou-se a abertura de cotas para esses humanos sem privilégios, exatamente para serem incorporados à uma socialização decente e à uma contingenciação maior de cultura à respectiva raça. O que eu acho que deveria existir seria de se ter uma avaliação melhor à quem da raça negra pudesse assumir cotas, pois, negros de posição sócio-econômica avantajadas não entrariam no percentual de cotas, competiriam de igual com igual com os demais. As cotas deveriam ser, criteriosamente, por situações especiais do indivíduo no meio social, revisadas as suas condições de família, de moradia, de emprego, entre outras dificuldades. Daí sim se estaria dando oportunidades para aquele, de pele negra, adentrar para a igualdade.
Email do autor: ideringer@gmail.com
19 janeiro 2008
11:01 am
Nº 15639
A maioria diz que e contra, mas sera que vcs ja participarao de um debate sobre esse assunto?
Pois bem, alguem estudou desde a primeira serie ate terminarr o ensino medio ou segundo grau em escolas publicas?
estudaram com algum negro?
se estudaram posso garantir que vcs ouviram ou falaram coisas absurdas, que de maneira alguma vou repetir aqui.
Quando eles erravam, seja em atitudes ou em resposta a perguntas de professores, algum de vcs falaram ou ouviram alguem dizer:
so podia ser……..
Veja bem! deixo uma pergunta para todos.
Quando alguem tem um certo tipo de descriminaçao, em especial a do racismo, sera que essa pessoa vai para a escola com o mesmo(a) humor, alegria, entusiasmo… que as chamaadas(os) loirinhas ou branquinhos(as) vao? sera que o poder de aprendizado desse individuo descriminado cai? ou sera que aumenta? quando eles chegarem no vestibular vao ter a mesmo grau de competitividade?
Respondao para isso para mim.
E por favor leiam a historia desse pais, e ve o que esssas pessoas de cor negra passaram!
autor: pardo de origem negra
Email do autor:
19 janeiro 2008
12:24 pm
Nº 15647
A FAVOR EU SOU…
Email do autor: natalhenriquepereira@bol.com.br
19 janeiro 2008
12:44 pm
Nº 15650
Tbem sou contra.
Email do autor: carlos_nagao@hotmail.com
19 janeiro 2008
1:35 pm
Nº 15656
COTA por critério RACIAL é muito equivocado.
Sou a favor da COTA mas por critério ECONÔMICO, ou seja, para POBRES.
Pq se a pessoa é pobre e branco, ou japonês, não tem direito nenhum então!!!
O fato é que a exclusão é social e não racial.
Por isso é comum ver nos melhores cursos as pessoas mais abastadas, que frequentaram escolas particulares, e não públicas.
Aí está a desigualdade, que a Constituição Federal determina que seja erradicada.
Brasileiro sofre!!!
Email do autor:
19 janeiro 2008
3:36 pm
Nº 15663
Sou contra, além de injusto acho puro pré-conceito de que pessoas de cor ou índios são inferiores a outras pessoas, tendo por isso “direito” a cotas! isso chama-se, a meu entender “crime de racismo legalizado”, como já disse aqui, tem que dar educação púlica de qualidade no ensino básico/fundamental para negros, brancos, amarelos, índios, pobres, ricos…está é a OBRIGAÇÃO do governo, tem de gastar NOSSO dinheiro com saúde e educação!
Email do autor: mauriziomlima@pop.com.br
19 janeiro 2008
4:37 pm
Nº 15668
Sou totalmente contra. O quem a ver a cor da pele com capacidade, com inteligência e com boa vontade? Nada. Logo, os negros, os pardos, os mulatos não são em nada diferentes das demais raças. Tenho um amigo negro que é procedente de família humilde, estudou comigo em escola pública, fez vestibular na Faculdade Federal de Curitiba para o curso de Direito, se formou, foi um ótimo advogado e hoje é juiz. Como ele existem milhares. Isso que estão fazendo está totalmente errado, a raça negra, com isso, está querendo ser inferior as demais. Deveria ser o contrário, abominar, lutar para que todos os negros, pardos e mulatos fossem a luta, procurassem seu espaço, se esforçassem mais, se impusessem pela sabedoria e não pela cor, como querem. Depois falam em discriminação racial, eles próprios provocam isso, se consideram diferentes dos demais.
Email do autor: leonelgalacini@msn.com
19 janeiro 2008
5:21 pm
Nº 15671
Sou contra, o governo tem é que investir mais na educação, formando e remunerando melhor os professores, e construindo mais universidades para atender a demanda.
Email do autor:
19 janeiro 2008
6:01 pm
Nº 15673
Sou a favor da cota pois no nosso Brasil a desigualdade social é muito grande, a distribuição DE RENDA é desproporcional, a maioria dos PATRÕES pagam salários que não ultrapassa o salario minimo.Nas universidades Publica a maioria dos UNIVERSITARIOS vieram de COLEGIOS PARTICULAR,e fizeram CURSINHOS para reforçar o vestibular,portanto sou a favor da cota para aqueles que estudaram em ESCOLAS PUBLICAS QUE NÃO TEM QUALIDADES DE ENSINOS PRINCIPALMENTE AS ESCOLAS DAS PERIFERIAS,quando neste BRASIL nao houver mais a má destribuição de renda e os Politicos forem HONESTO E NÃO LEGISLAREM em causa Propia ae não dervera ter cotas,OBS AO DISCORDAR DESTE MEU PENSAMENTO SEJA EDUCADO E ETICO DO CONTRARIO DAREI A RESPOSTA NO MESMO TOM É CLARO SE NOSSO AMIGO EDSON PERMITIR,UM ABRAÇO A TODOS.
Email do autor:
19 janeiro 2008
11:09 pm
Nº 15687
Concordo com os prezados colegas comentaristas. A reserva de cota é um tapa-buraco para o deficiente sistema educacional básico do país, que não prepara todos adequadamente. Inclusive, também sou contra o governo meter o dedo na negociação entre alunos e escolas particulares, pois o que o governo deveria fazer é investir na educação pública. Aí sim, as escolas particulares teriam que oferecer uma boa proposta. E, voltando à cota, também vou reivindicar reserva de cota para nós, baianos, que às vezes somos tão discriminados quanto os afrodescendentes. E também os fãs de Jornada nas Estrelas têm o meu apoio para reivindicar sua cota. E não podemos esquecer os …
Email do autor: paulosoares.br@gmail.com
19 janeiro 2008
11:36 pm
Nº 15688
O fato de todos serem iguais, é muito raro. Sou a favor de que 50% das vagas sejam para os alunos da vindos da rede pública e as outras 50% das vagas para os alunos das escolas paticulares. Pois os alunos das escolas particulares tem melhor qualidade de ensino.
Email do autor: madson7_mga@ig.com.br
20 janeiro 2008
4:30 am
Nº 15693
Todo BRASILEIRO é IGUAL perante a LEI!!!!!!
sem mais
medida populista
bom pra quem recebe
ruim pra quem naum tem o beneficio
è mais fácil o governo implantar uma lei assim
do que investir na educação publica de qualidade
Email do autor: josesilvamga@hotmail.com
20 janeiro 2008
11:56 am
Nº 15699
sou contra! isto é um retrocesso enorme na educação !
a elaboração das questões não são diferenciadas!
por eles serem negros ou pardos tem “QI”,inferior das outras etnias?
ou em vez de estudarem mais os “coitadinhos” ficam nas rodas de sambas, pagodes, funks ou baladas, enquanto outros se ralam nos estudos!
olha a injustiça com esta estudante que passou e não pode estudar pois tem uma lei retrógada e descriminativa previlegiando alguns que não estão nem ai pra vida
e depois entram nas cotas , ai não tem como ir pra faculdade
não podem pagar xerox
não tem dinheiro pro custeio do curso
outros abandinam pois não tem “garra”
conheço um que já entrou duas vezes na UEM, pela cota e já abandonou duas vezes e ainda fala mal das cotas.
isto é um absurdo!
Email do autor: martinelisilvia@htomail.com
20 janeiro 2008
12:26 pm
Nº 15702
Isto é uma pequena amostra do que é o governo Lulla. Esse molusco não tem mesmo jeito. Não respeita ninguém, nem a Constituição Federal, nem a democracia! Elle e seus ministros são incapacitados, não fazem porr.. nenhuma pela educação e quando fazem há injustiças! Isso só acontece porque os petralhas desconhecem o valor da MERITOCRACIA!!!!
Email do autor: gersaoazevedo@bol.com.br
20 janeiro 2008
9:13 pm
Nº 15710
E o seu Corinthians como anda Édson?
E o Galo/Adap?
Você deve estar com a “moranga” inchada uma hora dessas!!!
Email do autor: natalhenriquepereira@bol.com.br
21 janeiro 2008
10:10 am
Nº 15762
As estradas com muitos buracos e defeitos na pista ao invés de serem consertadas o DER vai lá e coloca uma placa:
” a x KM defeitos na pista” e considera que protejou e resguardou o motorista.
Assim são as cotas oferecidas aos negros.
Eles tem que ter preservados seus direitos de acesso ao ensino fundamental, a cidadania plena, ao empregro, as formalidades sociais e a formação que os coloque em igualde de condições e não ficar buscando “atalhos” de compensção.
Isso, as cotas, significa institucionalizar a diferença racial.
Sou contra mas no momento a diferença entre as raças é desumana.
Paulo Vergueiro
Email do autor: paulovergueiro@bol.com.br
21 janeiro 2008
1:50 pm
Nº 15810
a Heber luiz
muito bem argumentado sua defeza!
Tinha duvidas a respeito desse tema, mas lendo o comentario de Heber luiz fiz uma uma leve viaje no tempo elembrei da descriminação que era com um aluno negro na minha quarta serie, tenho remorsos.
Email do autor:
21 janeiro 2008
2:47 pm
Nº 15829
Não são só negros os discriminados… Japoneses também são e nem por isso se fazem de coitados por aí, levantam a cabeça e racham de estudar. Já vi muito japonês levando nome de cabeçudo, E.T., chupa cabra, já vi muito japonês isolado na sala de aula, mas nem por isso desistem. O próprio negro discrimina sua raça, o próprio negro não se aceita, enquanto não se aceitar a vida será muito difícil. A população negra no Brasil é quase que a metade. O caso aí é parar de se fazer de coitadinhos, enfiar a cara, e acho que tem que fazer por merecer e não ficar chorando as pitangas…
Tenho vários amigos negros inclusive que estudam comigo e são totalmente contra essas cotas p/ negros/pardos. Como várias pessoas aqui, sou a favor SIM, de cotas p/ estudantes da rede pública e sem condições.
Email do autor:
21 março 2008
5:59 pm
Nº 24381
Atualmente ouvimos dos defensores do mito da democracia racial brasileira a idéia de que superaremos a grande desigualdade racial brasileira através da melhoria da educação. Dizem eles que como não temos problemas raciais no Brasil facilmente sairemos deste abismo em que nos encontramos se tivermos uma escola pública de qualidade, isto é, com professores bem pago e de excelente formação, uma boa infra-estrutura física e logística nas escolas, acesso a todo tipo de tecnologia educacional possível aos alunos no universo escolar e horário integral.
Esta proposta se encarada com seriedade merece de todos nós aplausos e apoio. Embora não acredite que venceríamos todos os problemas sociais apenas com a democratização da estrutura educacional brasileira, devo reconhecer que seria um passo importante para desmontarmos parte do apartheid social e racial existente. Seria fantástico se pudéssemos ter nossas escolas públicas funcionando dessa forma e ver nosso filhos tendo a oportunidade de aproveitar desse direito básico estabelecido constitucionalmente.
Entretanto, se fizermos uma digressão histórica veremos que esta proposta de educação é filha de uma época determinada, e mais, de uma estrutura de Estado determinada. Um Estado que surgiu a partir de um acordo de classes instituido numa Europa arrasada pela 2 Guerra Mundial e sob a ameaça da expansão soviética. Nestas circunstâncias, uma burguesia débil e temerosa aceitou melhorar as condições de vida da população em geral, em troca do abandono, por parte dos trabalhadores, dos ideais comunistas e da sua militância em partidos operários. Daí nascem a social-democracia e o Estado do Bem-Estar Social, o “Welfare State”, que pretendia prioritariamente combater a miséria e garantir direitos como moradia, saúde, educação, previdência e o emprego. Após a instauração desse acordo temos, como bendisse Hobsbawn, “os 25 anos áureos do capitalismo”.
Hoje, infelizmente o “Welfare State” vem sendo destruído pela burguesia, e o que restou em muitos países são escombros. Basta observarmos o exemplo francês que recentemente passou por uma grave crise com a revolta de jovens imigrantes contra a situação atual, sobretudo, do sistema educacional francês e a falta de oportunidade de empregos e sua conseqüente precarização. Na Europa, somente os países nórdigos mantêm a duras penas e sob forte crítica burguesa e com muitos desvios a estrutura construída a partir do “Welfare State”.
A nova centralidade do Estado, estabelecida a partir dos governos Thatcher e Reagan e que se universalizou com a derrubada do muro de Berlim e a queda da URSS privilegia não mais a atenuação das desigualdades, mas pelo contrário, o aumento delas, introduzindo a competição como um fator de progresso para toda a sociedade. Em suma, o neoliberalismo, a que estamos submetidos tirou da página da história do capitalismo qualquer retorno as proposições sociais-democratas e de seu Estado do Bem-Estar. Neste sentido, qualquer sugestão, no âmbito do capitalismo, em particular brasileiro, levando em consideração o histórico de atrocidades cometidas por nossas elites, que apresente a educação como saída se converte em engodo, em falácia, em ideologia pura.
Historicamente, o movimento negro e os movimentos sociais no seu conjunto vêm discutindo a problemática racial e propondo soluções para essa questão. Reconhecemos a luta pelo socialismo como um aspecto fundamental para transformar esta realidade. Contudo, não podemos deixar de lado os elementos específicos que enfrentamos.
Há muitos que vêem as ações afirmativas como proposições equivocadas e como remissão do capitalismo para um de seus problemas estruturais, visto que onde há capitalismo, há racismo. Mas temos que vê-las de outra forma, como proposições nossas, surgidas a partir de nossos enfrentamentos e como conseqüência deles. Há bastante tempo, o movimento negro, com a solidariedade de outros movimento sociais, traz a reparação racial como elemento essencial de nossa luta e è importante que não esqueçamos disto. Precisamos compreender que esta proposta sai das entranhas do movimento, de nossos embates, de nossas tensões, de nosso choro, alegrias e sofrimentos. Querem nos convencer de que essa proposta é alienígena, estrangeira, anglófila, mas isso não e verdade.
Por fim, gostaria de lembrar que há um Estatuto da Igualdade Racial a ser votado no Congresso Nacional e de que precisamos, antes de tudo, de unidade nesta guerra, e que sem ela, não chegaremos a lugar algum, é fundamental convencermos a sociedade brasileira de que teremos um país melhor e mais justo se conseguirmos aprová-lo.
Email do autor: