Bolsa Tudo
Muito boa esta que está na internet.
*Vai transar? O governo te dá camisinha.
*Já transou? O governo dá a pílula do dia seguinte.
*Engravidou? O governo dá o salário-maternidade e 180 dias sem fazer nada.
*O filho cresceu? O governo dá o Bolsa-Família.
*Tá desempregado? O governo paga o Seguro-Desemprego.
*Vai prestar o vestibular? O governo dá o Bolsa Cota.
*Não tem terra? O governo dá o Bolsa Invasão.
**Agora, experimente trabalhar pra você ver o que te acontece…




31 março 2008
9:11 am
Nº 25734
completando a frase voce irá pagar muito imposto para sustentar este monte de bolsa
Email do autor: melllo@ig.com.br
31 março 2008
9:18 am
Nº 25736
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Poxa… bem q dizem q quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro.
Email do autor: rogerio_advogado@hotmail.com
31 março 2008
9:33 am
Nº 25741
Essa foi muito boa.
Na realidade, tem gente neste país que só vai nas costas de quem trabalha.
Email do autor:
31 março 2008
10:18 am
Nº 25744
Edson
Só nãoconcordo com esta ” Engravidou? O governo dá o salário-maternidade e 180 dias sem fazer nada.”
Depois q a mulher ganha o bebê ela tem a missão mais importante na vida q é amamentar seu filho e assim imunizá-lo de algumas doenças pois o leite materno é fundamental nos 6 primeiros meses de vida. E também não são 180 dias mas sim 120, pois os outros 60 até onde sei é opcional, o patrão da se quiser e isso é outra coisa q também não concordo, o Governo deveria ter colocado isso como lei, pq a maioria dos patrões não vão dar esses outros 60 dias justamente pq não são obrigados.
Depois q acaba a licença, a mãe tem q se virar nos trinta pra dar de mamar para seu filho e trabalhar, pois algumas não pode ser dar ao luxo de parar.
Email do autor: gislainesg_2@hotmail.com
31 março 2008
10:52 am
Nº 25747
Esse país não tem solução!
Email do autor: profjosenilton@bol.com.br
31 março 2008
11:01 am
Nº 25749
Descontada a blague, a lista a cima diz muita coisa. Diz, essencialmente, como os de cima olham para os debaixo.
Não é preciso ser nenhum São Francisco de Assis para ser contra a pobreza. Não apenas porque é desumano ver uma parcela significativa de pessoas sem ter o que comer num país de agricultura farta como é o Brasil, mas também, e principalmente, porque isso contribui muito para o progresso. E por isso é preciso olhar números, debater e discutir soluções. E aprender com a experiência.
O Brasil tem, aproximadamente, 54 milhões de pobres, ou 34% dos habitantes do país. Isso corresponde a uma Itália. Desses 54 milhões, cerca de 30 milhões vivem abaixo da linha de indigência. Isso corresponde a uma Venezuela. Os 10% mais ricos da população ficam com quase metade de tudo o que é produzido no país. A metade mais pobre ganha menos do que o 1% mais rico. A mortalidade infantil em algumas regiões do Nordeste atinge 175 mortes para cada 1 000 nascimentos. Para que se tenha uma idéia, Uganda tem uma taxa semelhante.
As causas históricas dessa situação são múltiplas. Escravidão e governos ditatoriais podem ser destacados como as principais. Diante disso, duas questões surgem como essenciais nesse tema. A primeira é a geração de emprego. E a segunda é o estímulo ao consumo. A emergência dessa lógica é bem-vinda em nosso país. O problema é que sobre essas questões existem as estruturas da nossa sociedade, historicamente fendidas em dois extremos.
Assim, o país precisa discutir o consumo perdulário da elite para projetar uma equalização do seu desnivelamento social. É necessária a percepção da sociedade de que o direito de consumir deve ser extensivo a todos. A calamitosa teoria do bolo, levada a cabo nas últimas décadas, partiu o Brasil em dois países antagônicos. A uns foi dado o acesso aos padrões de vida de Primeiro Mundo. E a outros foi dada apenas a cota de sacrifício necessária à materialização daquela teoria.
Email do autor: alvarotorres@estadao.com.br
31 março 2008
12:14 pm
Nº 25755
Edson o Brasil é um país das adversidades. Segue algumas notícias sobre o pcc.
Parece que o crime está se tornando lícito, e o lícito perdendo seu valor…
segue as notícias!!!
31/03/2008 - 08h17
PCC quer se infiltrar na política e financiar campanhas
Em São Paulo
A cúpula do crime organizado quer ter representação política. Depois de entrar no tráfico internacional de drogas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) quer se aproximar dos partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. Seus líderes consideram que a ‘família’ pode garantir muitos votos aos seus escolhidos e têm capacidade de mobilização em 10 Estados. “Muitos partidos políticos não têm essa força”, afirmou Daniel Vinícius Canônico, o Cego, porta-voz do líder máximo da organização, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Em um diálogo interceptado pela inteligência do governo estadual, Canônico e o segundo homem na hierarquia do PCC, Julio Cesar Guedes de Moraes, o Carambola, conversam com o advogado Sérgio Wesley da Cunha. Eles começam tratando da manifestação patrocinada pela facção em frente do Congresso Nacional, ocorrida em 28 de novembro. “Doutor, sabe qual a intenção dessa passeata?”, pergunta Canônico. É o próprio porta-voz de Marcola quem responde: “Era pra mostrar para aqueles deputados que nós temos força política.” A organização criminosa fretou ônibus em 10 Estados para levar centenas de manifestantes até Brasília com o objetivo de fazer um protesto contra o descumprimento da Lei de Execuções Penais.
No meio da conversa, Wesley defende que o PCC deve ter representação política. “Eu sempre falei pro Marcos (Marcola), uma vez que eu conversei com ele longamente, só na grade, olho no olho: “Marcos, a gente precisa ter uma representação política! O IRA (Exército Republicano Irlandês) que está bem pra cacete lá na Irlanda (do Norte), eles têm o Sinn Fein, que é um partido de representação política!”
Em seguida, Carambola e Canônico questionam o advogado sobre qual candidato a prefeito de São Paulo a facção deveria apoiar. Wesley conta quem são os pré-candidatos de partidos como DEM, PSDB e PT. Nesse trecho, a interceptação do diálogo ficou truncada. Aparentemente, os criminosos discutem como se aproximar dos partidos, doando dinheiro aos tesoureiros para financiar campanhas - há quem desconfie que a facção estaria pensando em se apossar do dinheiro das doações dadas aos partidos.
Essa não é a primeira vez que o PCC tenta entrar na política. Em 2002, a facção quis lançar o advogado Anselmo Neves Maia candidato a deputado federal pelo PMN. Maia acabou preso. Em 2006, outro advogado suspeito, Paulo Bravos, teve sua candidatura recusada pelo PV. Naquele ano, a facção planejava eleger um deputado estadual e um federal em São Paulo. O plano fracassou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
30/03/2008 - 08h50
PCC fatura 511% a mais em 2 anos e meio
São Paulo - O faturamento da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) cresceu 511% em dois anos e meio. Mesmo com todo o esforço das autoridades no combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro patrocinados pelo crime organizado, o exército de criminosos chefiado por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, lucra cada vez mais. A organização, que já se havia transformado em atacadista no mercado de cocaína no País, agora dá os primeiros passos no tráfico internacional de entorpecentes e busca um acerto com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O crescimento dos lucros da organização é atestado em contabilidade apreendida em 28 de fevereiro com Wagner Roberto Raposo Olzon, o Fusca, tesoureiro da facção. Ali, é possível verificar que, em 7 de janeiro, o PCC fechou seu caixa dos 30 dias anteriores com R$ 4,89 milhões arrecadados. Em 2005, quando policiais civis apreenderam a contabilidade da cúpula nas mãos de Deivid Surur, o DVD - que, mais tarde, foi obrigado pela facção a se matar na prisão -, as contas somavam R$ 800 mil mensais e preenchiam 18 páginas de caderno escolar. Agora, ocupam 33 páginas - quatro em forma de planilha.
As contas revelam que o PCC mantém um consórcio de advogados pagos para defender seus interesses. Há 21 profissionais da advocacia relacionados na contabilidade, com salários de até R$ 10 mil mensais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
30/03/2008 - 08h40
PCC negociou com traficantes ligados às Farc
São Paulo - O primeiro encontro foi em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Vindos de São Paulo, os emissários foram hospedados na cidade e levados à fronteira com a Bolívia. Miguel, filho de Dom Eduardo, homem influente na região de Porto Quijaro, recebeu-os. Assim começou a viagem que tinha como objetivo fazer da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) uma organização internacional de tráfico de drogas, fechando um acordo com traficantes bolivianos ligados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Buscava-se garantir o fornecimento de 1 tonelada de cocaína por mês, além de fuzis e explosivos para atentados.
Naquela manhã de janeiro, o telefone tocou na base de fronteira mantida pela polícia perto de Porto Quijaro. O policial boliviano que recebeu a ligação ouviu um pedido da parte de Dom Eduardo. Ele queria concessão de vistos de permanência de 90 dias na Bolívia para dois homens com quem pretendia fazer negócios. Eram Wagner Roberto Raposo Olzon, o Fusca, emissário enviado pela cúpula do PCC para tratar do acordo em nome da “família”, como agora os chefões se referem à facção, e seu ajudante.
O relatório sobre a viagem foi apreendido pelos policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em poder de Fusca, preso em 28 de fevereiro, na zona norte de São Paulo. São quatro páginas escritas à mão em que o tesoureiro da facção conta detalhadamente a missão na Bolívia. Com o filho de Dom Eduardo, o PCC acertou a entrega de 50 a 70 quilos por mês do cocaína. O preço acertado foi de US$ 2 mil por quilo, mais R$ 1,5 mil de frete para cada “peça” transportada até São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Email do autor:
31 março 2008
12:29 pm
Nº 25757
Álvaro,
eu havia prometido q ñ ia mais pegar no seu pé… mas vc ñ deixa
34% da população brasileira abaixo da linha da pobreza, é isso q vc disse mesmo? Ou seja, de cada 3 pessoas 1 é pobre?????? Mas ñ são esses mesmos os números q o Lula usou na campanha da 1ª eleição, e depois ele próprio desmentiu pq reconheceu q eram absurdos, mas q os utilizou pq “não sabia” q eram errados.
Continuando com seus dados, vc está afirmando q de cada 6 brasileiro 1 é indigente.
Vou repetir em voz alta, para q todos vejam:
DE CADA 6 (SEIS!!!!) BRASILEIROS 1 (HUM!!!) É INDIGENTE.
Só posso chegar as 2 conclusões: Ou moramos em países diferentes, ou sua cegueira ñ tem cura mesmo…
Email do autor: deltrejo@yahoo.com
31 março 2008
12:51 pm
Nº 25758
Esse Álvaro Torres tem que trocar o atendimento on-line que ele usa pra colocar essas asneiras. Fala com o teu patrão-companheiro-camarada que não estão conseguindo convencer nem criança de 10 anos com esses arguentos furados.
Troca o disco, Álvaro.
Email do autor: luizbortolotto@gmail.com
31 março 2008
1:08 pm
Nº 25759
Marcelo Del Trejo:
Você mistura as idéias com os donos das idéias. Ignoro o juízo que você faz de você mesmo e de mim (pegar no pé, cegueira…). Vamos às idéias.
Lula nada tem a ver com os dados que apresentei. Se ele falou isso ou aquilo é outro problema — ao que me consta Lula nunca disse o que você alega que ele disse. os dados são do IBGE. Mas você me dá a oportunidade de apresentar mais dados que comprovam a barbaridade que é a estrutura social brasileira.
Segundo o Ipea, a zona rural brasileira conta com uma parcela significativa da pobreza total — cerca de 36%. No caso dos indigentes, o campo responde por quase metade deles. Esse é o retrato de um país onde 50 mil latifundiários detêm 165 milhões de hectares de terra, enquanto 3 milhões de pequenos produtores detêm apenas 10 milhões de hectares.
Dessa forma, 50% das propriedades rurais brasileiras — todas com menos de 10 hectares — ocupam 3% das terras agricultáveis do país. Em contrapartida, 1% das propriedades ocupa 50% do solo nacional destinado à agricultura. Estima-se que cada família assentada custe ao Estado US$ 15 mil dólares. O governo FHC liberou mais de US$ 20 bilhões somente ao Proer.
Email do autor: alvarotorres@estadao.com.br
31 março 2008
2:33 pm
Nº 25773
É bem isso aí, trabalhe e verá o quanto é difícil pegar parte do ganha 27% do (bruto) e recolher aos cofres públicos para ser torrado em besteira por políticos incompetentes, sem falar dos demais impostos, IPTU, IPVA e outros tantos mais embutidos nos produtos e serviços. Já pensei muito e acho que quem vive desses abonos vive melhor do que quem trabalha. Não há nenhum tipo de preocupação com a fiscalização, com o tempo, com a colheita, com o horário, enfim, é pegar o cartãozinho ir ao caixa eletrônico todo mês e sacar, depois ir ao boteco e beber uma gelada enquanto joga uma partidinha de baralho ou bocha ou outro jogo qualquer. Já tarde da noite vai pra casa, transa mais uma vez e torce pra mulher engravidar, afinal, se vingar mais um a renda aumenta, e assim a vida passa, os filhos crescem viram flanelinhas ou assaltantes e a vida continua, sempre votando em quem mantém essa mamata. Isso é Brasil.
Email do autor: leonelgalacini@msn.com
31 março 2008
3:38 pm
Nº 25784
Foi exatamente isso q ele, o Lula, disse: q pegou esses dados do IBGE e q ñ sabia q estavam errados.
Email do autor: deltrejo@yahoo.com
31 março 2008
3:52 pm
Nº 25787
Em qualquer assunto que se debata no Brasil que envolva distribuição de renda, os primeiras a dar as caras são os “pagadores de impostos”. Isso ocorre porque em dois ou três séculos pouco mudou na essência do modo como a elite e o povo se vêem e se relacionam. Uns poucos continuam abusando de seu poder inchado, sabotando a trama social existente no país e nutrindo ódios de classe. São aquelas pessoas que pertencem a um segmento em que as regras de oferta, demanda e atendimento fogem de padrões normais.
Geralmente, elas têm conhecimentos financeiros acima da média da população e sabem conservar e ampliar sua fortuna em um país no qual as crises econômicas não as atingem. Normalmente são pessoas que entregam seu dinheiro apenas para instituições bancárias muito bem enfronhadas nas malandragens do mundo financeiro. Os departamentos de private banking das mais conhecidas instituições financeiras do Brasil recrutam profissionais com a tarefa exclusiva de atender a esse seleto público — essa categoria de pessoas, os chamados high net worth clients (HNWC), só aceita conselhos de consultores que consideram do seu próprio nível.
Elas vivem apregoando que imposto disso, imposto daquilo, mas fogem do fisco como o Diabo da água benta. Estima-se que do total de contribuintes mais endinheirados a quantidade que declara sua renda deve representar entre 40% e 50%. Quando o ex- secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, depôs na CPI dos Bancos, ele revelou números estarrecedores. Das 530 maiores empresas do país, metade não paga Imposto de Renda (IR). O mesmo ocorre com os bancos. Das 66 maiores instituições financeiras, 42% não recolhem IR. E o pior: a malandragem fiscal é repassada para os investidores. É só entrar em um departamento de private banking para logo tomar contato com esta prática.
Email do autor: alvarotorres@estadao.com.br
31 março 2008
4:02 pm
Nº 25791
A estrutura fundiária por si só ñ explica a concentração de renda.
A má administração sim, explica.
O Agronegócio é vital para o Brasil, tanto o latifúndio qto a agricultura familiar.
Tanto a soja transgênica é importante, qto a soja orgânica, cultivada em pequenas propriedades e “quintais” o são.
O milho transgênico e o milho “criolo” são importantes para a economia.
Um trás divisas e investimentos ao país, que acabam por reverter para a população como um todo, e o outro gera renda ao minifúndio. GERA renda, e ñ DISTRIBUI renda, como as esquerdas gostam de dizer.
Ambos são negócios, ambos devem ser administrados em bases empresariais, ambos são bem-vindos e necessários ao Brasil.
Enquanto grandes latifundiários acharem q só podem produzir com financiamento do governo, com milhões e milhões de doletas q nem sempre voltarão aos cofres públicos, e o pequeno continuar achando q é mais fácil comprar frango no supermercado com o dinheiro do “bolsa-alguma-coisa” ao invés de ter uma galinha no quintal, enquanto isso ñ mudar, ñ haverá desenvolvimento possível.
Só o desenvolvimento econômico GERA RENDA e trás o bem-estar social.
E só há desenvolvimento econômico com boa administração.
ADMINISTRAÇÃO.
É isso q falta.
Email do autor: deltrejo@yahoo.com
31 março 2008
4:06 pm
Nº 25792
Tem um grande sucesso da MPB que diz:
Brasil mostra a sua cara!
Eu diria: Brasil(eiros) mostrem a sua cara.
A colocação do leitor Leonel sintetiza o que alguns brasileiros pensam sobre os pobres e miseráveis desse país.
Esta colocação vindo daqueles um por cento mais ricos é até compreensível, mas de alguém que está brigando do lado errado, foi “pracabá”.
Email do autor:
31 março 2008
4:22 pm
Nº 25795
Leonel,
hahahahahah, pegou pesado, ñ dá pra generalizar assim….
mas existe!
Email do autor: deltrejo@yahoo.com
31 março 2008
4:26 pm
Nº 25798
Sobre este mesmo assunto, no dia 28 de março, às 10h07min, o leitor (ou leitora) que se identificou como “Gra” escreveu:
- É fácil dar o peixe, difícil é ensinar a pescar!
Mais difícil ainda é definir o que é “dar o peixe” e “ensinar a pescar”. Lembro um conselho de dom Hélder Câmara:
- Vamos encher a barriga deste povo e, depois, com todos de barriga cheia, fica mais fácil para a gente debater isso.
Certa vez também ouvi uma história mais ou menos assim:
Estava um faminto e desafortunado homem a matutar como poderia melhorar de vida quando viu passar um senhor bem vestido, com uma sacola — de grife — cheia de peixes recém-pescados. E, deixando de lado o orgulho, o homem abordou o passante:
— Doutor, me dá um peixinho pra eu matar a fome?
Ao que o senhor bem vestido prontamente respondeu:
— Meu bom homem, se eu lhe der um peixe, amanhã você estará novamente com fome. Mas, se eu ensiná-lo a pescar, você poderá se alimentar a vida inteira.
E perguntou ao homem:
— Você tem uma vara de pescar?
— Não, senhor.
— O quê? Nem uma vareta de bambu?
— Nadinha.
— Meu caro, desse jeito você jamais poderá almejar algo na vida. Porque, hoje em dia, para ter uma carreira promissora no setor pesqueiro, você precisa de certos pré-requisitos indispensáveis.
— Esquisito?
— Não, requisito.
— Tipo o quê?
— Por exemplo, uma vara telescópica, com molinete e carretilha. E um anzol tipo centauro.
— Hã?
— Ademais, a linha tem de ter uma bitola que agüente o empuxo, de 35 centésimos de milímetros, no mínimo.
— Ah, no mínimo. Aí, então, eu posso começar a pescar?
— Ainda não. Primeiro, você precisa de uma caixa pantográfica para tralha, onde vai guardar o alicate, os chumbinhos e as bóias. Além de outros equipamentos.
— Além.
— Depois, você precisa fazer um curso prático de preparação de isca. Porque pescar não é só espetar uma minhoca no anzol. Hoje em dia, já existem até iscas com tecnologia para atrair os peixes com ultra-som.
— Sério?
— Isso sem mencionar que você precisa possuir um barco.
— Um barco? Mas se eu não tenho dinheiro nem para comprar um peixe!
— Aí o assunto já foge de minha alçada. Eu o estou ensinando a pescar. O investimento que você vai precisar fazer já são outros quinhentos.
— Tá bom. Vamos dizer que eu tenho tudo isso. Aí, eu jogo a linhada na água e…
— Não! Antes, você tem de tirar um Registro de Pescador Profissional. Mas com Especialização em Pesca Científica. Porque, antes de tudo, você tem de pensar em sua qualificação como pescador. E você não vai querer ser um zé-mané qualquer, desses que andam por aí com um samburá desfiado e um caniço de taquara rachada.
— Claro que não.
— Finalmente, você compra galochas especiais, um boné com bico-de-pato longo e óculos de sol, que é para filtrar os raios ultravioleta.
— Mais nada?
— Eu diria que é o suficiente para um começo promissor.
— Bom, até aí, se o distinto me permite, eu já gastei assim uma nota preta. E isso sem nem contar o barco.
— É o custo inicial do sucesso.
— Acontece que, se eu tivesse esse dinheiro, eu não precisava ir pescar. Perdoe por perguntar, mas, quando o distinto pescou seu primeiro peixe, já tinha todo esse treco aí?
— Eu? Eu nunca pesquei nem um lambari em toda a minha vida.
— Ué, e essa peixarada toda aí?
— Ah, essa é a minha comissão.
— Comichão?
— Comissão. É que eu ensino a pescar. Ensinei um monte de gente a pescar, e agora essas pessoas me dão dez por cento de tudo o que pescam.
— Dez por cento?
— Se você pensar bem, isso é até pouco. Porque eu forneci uma inigualável orientação pessoal e profissional para pessoas que nem sequer sabiam onde ficava o rio.
— Só isso?
— Claro que não. No meu negócio, antes de tudo, é preciso ter muita credibilidade.
— Crê-bi-di…
— Credibilidade. Veja o nosso caso. Eu nunca pesquei, mas você está convencido de que eu possuo conhecimento teórico suficiente para ensinar você a pescar. Basta você acreditar que poderá ser um pescador de mão-cheia, e você será.
— Ah, agora eu entendi.
— Então, boa sorte. Daqui a alguns anos, eu espero passar novamente por aqui e descobrir que você se tornou um emérito pescador.
— E quem disse que eu quero ser pescador? Eu vou é ensinar os outros pescar!
Email do autor: alvarotorres@estadao.com.br
31 março 2008
7:06 pm
Nº 25827
Minha gente, muitos aqui se enganam, sou um classe média baixa como muitos outros brasileiros que lutam pra sobreviver e manter o que já possui. Quanto a tal distribuição de rendas, não sou eu quem digo, muitos especialistas no assunto já disseram, isso que o governo FHC começou a fazer e o LULLA incrementou não distribui renda, só faz girar o comércio, não estimula as pessoas a trabalhar a ter sua própria renda, muito pelo contrário, só os fazem ficar mais preguiçosos. Digo isso com certeza, pois trabalho na área de engenharia e desafio qualquer um aqui, se precisar de alguém para trabalhar e andar pelos bairros, nos bares, lanchonetes e vai ouvir o que já ouvi: “não posso, caso eu trabalhe minha renda me faz perder os programas do governo, bolsa família e ou seguro desemprego.
Outro fato: tenho um amigo que trabalha voluntariamente na assistência a famílias carentes, mensalmente leva cesta básica a várias pessoas. Me contou ele que o dia da entrega geralmente é sempre aos sábados, mas por motivo que desconheço eles atrasaram a entrega num determinado mês, o que foi feito somente na terça feira da semana seguinte. Ao chegar na casa de um determinado cidadão, por volta das 10:00 horas da manhã encontrou os filhos brincando no quintal e lhes perguntou: onde estão seus pais? a resposta veio de imediato: estão dormindo. Vá chamá-los, disse meu amigo, ao que o menino prontamente atendeu. Eis que aparece na porta o camarada de pijama, cabelo despenteado e foi logo dizendo: Caralho pensei que não viessem mais trazer essa merda, afinal hoje já é terça feira e vocês já deviam ter entregue no sábado passado. Mesmo assim, meu amigo entregou a cesta. Fosse eu dava meia volta e deixava esse FDP morrer de fome. Por ai é possível entender o quanto mal se está fazendo com esses programas. A continuar assim, daqui mais uns 15 a 20 anos não teremos mais mão de obra no Brasil, principalmente na área de construção.
Email do autor: leonelgalacini@msn.com
31 março 2008
7:15 pm
Nº 25828
Lembrei-me de mais uma. Certa vez dizem que um cidadão estava sendo enterrado vivo, pois, queria isso a trabalhar. Estava magro, com muita fome. Vendo isso um senhor generoso se aproximou do caixão e disse: não faça isso não, se é por causa da fome lhe dou um saco de arroz. Aí o agonizante perguntou: é com casca ou sem casca? e o doador disse: com casca. Eis que o camarada respondeu: segue com o enterro. Moral da história, tem gente que não adianta querer ajudar, nunca vão mudar as atitudes.
Email do autor: leonelgalacini@msn.com