Revolta na UEM
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Os acadêmicos do curso de Direito da UEM alçaram nossa universidade a uma bela posição no cenário jurídico do país. Está a UEM entre os cursos que mais aprovam no exame da Ordem. Mas… Isso é mérito de quem? Da universidade? Dos acadêmicos?
Me questiono e me preocupo. Já estamos no mês de abril, com mais de um mês do início das aulas, várias turmas ainda não têm seus professores definidos.
Pois é, os acadêmicos estão lá, mas não há quem os ensine. No 4º ano noturno há uma matéria sem professor, no 5º e último ano são duas as matérias.
Quando as pessoas competentes são inquiridas, sobre as razões que levaram a isso, somos informados das dificuldades da burocracia estatal. Mas… mas já que conhecem a burocracia, deveriam ter feito esta previsão.
É necessário, sob prejuízo do ensino, que estes alunos possam ter suas aulas na melhor forma possível.
Urge que as pessoas “competentes” ajam no sentido de resolver estes problemas. Não é concebível que os responsáveis pelos departamentos tratem com tanto descaso os alunos. Estamos revoltados.
Rudolf Von Ihering
A Luta pelo Direito
de um acadêmico do 4º ano do Curso de Direito - UEM - Noturno




2 abril 2008
8:34 am
Nº 26050
Edson, faço Administração na UEM, um dos mais conceituados cursos do Brasil. Estou cursando 3º ano, e apenas semana passada, um professor foi contratado para uma matéria em que não havia professor.
Nosso coordenador informou que toda a documentação para a contratação já estava pronta há tempos na mesa do GOVERNADOR, e só agora ele autorizou a contratação.
PERDEMOS MAIS DE 1 MÊS DE AULA.
E o que acontece agora?
Aulas de reposição para recuperar o tempo perdido.
E não é a primeira vez que isso acontece nesses 3 anos corridos do curso.
Mas ainda assim Edson, com toda essa “agilidade” do sistema, nosso curso é um dos melhores do Brasil.
Email do autor:
2 abril 2008
10:04 am
Nº 26086
Completando o post do Ctbano, meus 2 filhos cursam Administração na UEM, e já reclamaram da falta de professores, e devido a uma burocracia ídiota, quem perde são os estudantes.
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2 abril 2008
10:35 am
Nº 26093
Cursei direito na UEM entre os anos de 2000 e 2004 e sempre foi assim: a própria universidade tem um enorme descaso pelo curso em si.
Se os resultados do exame da ordem aparecem dessa forma, o mérito é dos próprios alunos e em raríssimos casos dos poucos professores que se dedicam a ensinar naquela casa de ensino, citando aqui apenas a título de exemplo o Dr. Raccanello.
Mesmo com todas as dificuldades, o curso de Direito da UEM ainda forma profissionais de gabarito e os resultados são mostrados nos exames da ordem. Se tivéssem apenas mais um pouquinho de apoio da própria universidade e do governo do Estado, com certeza teríamos em Maringá umas das melhores faculdades de direito do país.
Email do autor:
2 abril 2008
10:38 am
Nº 26095
Lembro da época q fazia direito na UEM.
Lembro q no meu ano, segundo o provão, a UEM teve conceito A para alunos, A para professores e B para instalações (AAB) - salvo algum equivoco.
Porém alguns professores se aposentaram. Outros inclusive de minha época faleceram (prof Horacio Racanello) e se não for reposto esse material humano, não há alunos q consigam manter o nível de aproveitamento junto à OAB, por mais q eles se virem sozinhos.
Email do autor: rogerio_advogado@hotmail.com
2 abril 2008
3:40 pm
Nº 26154
“É interessante como o que é PÚBLICO é tratado como “res nullius”. Esse descaso com o que é de todos nós, também vem, infelizmente e ciclicamente, sendo empregado no curso de Direito da nossa Grande Universidade Estadual de Maringá.
Como boa parte dos “comentaristas” desse assunto, também sou estudante do 4º ano e é com pesar que lhes relatarei os últimos 4 anos.
Em 2005, em meio à euforia de ter ingressado em uma Universidade do status da UEM, em um curso com conceito “A” e o maior índice de aprovação do exame da OAB, deparamo-nos com a ausência de 1 professor. “AH!!! Tudo bem.. são os primeiros dias.. vamos curtir merecidas férias!”- diziam alguns. Passadas 3 semanas “de férias” fomos ao departamento e conversamos com a coordenadora da época. Após 1 semana começamos a ter a matéria que faltava.
Em 2006, novamente estávamos sem 1 professor (de Ciência Política)… Mas vocês sabem como é… precisávamos de umas “férias”! Então aguardamos 1 mês para reclamar. E sabe o que nos foi dito?? “Vocês estão sem professor???” ISSO MESMO!! Não sabiam da ausência de professor!!Aí passou mais 1 mês para começarem as aulas daquela matéria.
2007. Que ano! Tínhamos todos os professores!!Mas nossa alegria durou pouco.. Nossa professora “entrou em licença” e previamente nos avisaram que não havia outro professor para substituí-la, por isso ficaríamos algum tempo sem aula. Esse “por algum tempo” deveríamos ter entendido “por mais 1 mês”.
Mas a coroação do descaso dá-se esse ano.
2008. Iniciamos o ano com a ausência de 2 professores (Direito Processual Penal e Comercial). Mas nossas férias de dezembro a fevereiro tinham sido suficientes, estávamos na verdade, cansados daquele descanso todo. Assim, deu-se início a essa nossa última jornada. Ao procurar os responsáveis (e isso é intrigante na UEM, porque tem muita gente responsável, são tantas pessoas responsáveis que ficam passando e tomando a responsabilidade um dos/para os outros.) nos disseram que SERIA aberto concurso.
Abrir concurso?? Espera aí.. as aulas já começaram!! AINDA IAM abrir concurso?? SIM, pacientes leitores! O concurso foi realizado e, nesse intermédio de 1 mês (no dia 13/03) começamos a ter Processo Penal, mas algo inesperado ocorreu. Alguém que não foi aprovado naquele concurso (Que foi posto em edital com o erro crasso que era para a contratação de professor de Processo civil ao invés de Comercial e, posteriormente aditado) entrou com um recurso. Então, nos foi dito: “Vocês devem esperar o julgamento desse recurso para a abertura de NOVO concurso!!”.
“Novo concurso?”. Pois é…
CHEGA!!!SOMOS estudantes do 4º ano, todas as matérias são relevantes, estamos com sede de conhecimento, temos uma monografia para preparar, concursos à passar, um exame da Ordem pela frente! Precisamos de professores!! Precisamos que os Doutores (SIM, para lembrar os tempos áureos em que Doutorandos, magistrados, procuradores.. repassavam seus conhecimentos) donos das cadeiras saiam de suas licenças e voltem a lecionar, que gente qualificada nos dê aula e, não como vemos, pessoas aprovadas para aulas de processo civil “emprestadas” para penal (“exemplo ilustrativo”).
Essa Instituição deve se fazer presente na formação dos futuros operadores do direito (leia-se Juízes, Promotores, Procuradores, advogados…). Porque, por enquanto, muitos economizam os 5 anos na universidade pública para investir em “cursinhos”.
São muitas as mazelas que enfrentamos nos últimos anos (nem vem ao caso comentar sobre os livros comprados e doados pelo nosso Centro Acadêmico que demoraram 1 ano para a Biblioteca colocar em nossa disposição com prazo de devolução ridiculamente pequeno.), o que ambicionamos não é nada inatingível!
Não vou dizer que é culpa do Requião (que não assina a autorização para contratação de professores), do Reitor (que negligência a situação dos departamentos), dos chefes e coordenadores de departamento (que não se atentaram para o estado extremo de abandono) ou do DCE (que são bem presentes à época de eleição), porque não creio ser este o momento de apontar o dedo.
O que lhes adianto para os próximos dias é que o estudante consciente de direito não deverá usar a frase “algo deve mudar”, mas sim, “algo IRÁ mudar!”.”
Email do autor:
2 abril 2008
8:38 pm
Nº 26202
Até que enfim alguém decidiu chamar a atenção da opinião pública para o que vem acontecendo com o curso de Direito na UEM. Sou acadêmico, e afirmo porque presenciei a falta de professores desde o primeiro ano do curso.
Todo ano é a mesma história. Inicia-se o ano letivo com a já usual espera por professores de determinadas cadeiras. E há poucos professores titulares, a maioria são contratados temporariamente, os “colaboradores”. Isso acarreta em mudança de professor 3 vezes durante o mesmo ano. Que tipo de didática ou linha de ensino pode se exigir quando há 3 mudanças de professor durante o mesmo ano?
Vêm 2008. Há mais de 2 meses estamos sem 2 professores de matérias essenciais. Alia-se a isto o fato de que no ano passado ficamos durante um bom tempo sem professor de uma destas matéria. O Departamento, após pressionado, deu-nos uma resposta sincera: não há previsão para a contratação. Isso mesmo, estamos em abril e não há previsão para contratação… o concurso está parado por entraves burocráticos. Alguns com conhecimento do procedimento já opinaram no sentido de que antes de agosto, não sai nada. E nós, acadêmicos, contribuintes, é que devemos pagar por isso ?
Pasmem, não é a toa que, no 1º dia de aula, inaugurou-se o ano letivo com uma palestra cujo tema era “Um alerta para o sucateamento do Curso de Direito da UEM”.
Há sim raríssimas excessões: mestres dignos de serem chamados de mestres, que preparam suas aulas e ensinam com brilhantismo, dedicados e esforçados em prol da arte de ensinar. No entanto, estes mestres, que antes eram a regra na UEM, agora fazem parte da minoria. Os outros, com todo o devido respeito, fingem que ensinam, enquanto que os alunos, apáticos, fingem que aprendem.
E espero que essa crítica, construtiva, surta efeitos para melhorar a nossa universidade para aqueles que virão depois.
Email do autor: acadmico@uem.br
3 abril 2008
7:39 am
Nº 26215
O pior é que isso não acontece só com o curso de Direito. Praticamente todos os cursos são assim.
Email do autor: luizbortolotto@gmail.com
3 abril 2008
1:00 pm
Nº 26272
O preocupante não é a situação específica desses alunos, melhor dizendo, é preocupante para eles, mas a sociedade devia ser preocupar com o estado geral da universidade. Maringá tem boa parte de sua economia desenvolvida a partir dos cursos universitários. Para comprovar isso é só reparar no entorno das áreas universitárias para ver o comércio e o mercado imobiliário. Esse descaso mostrado pelas autoridades acabará por degradar o conceito que a UEM tem hoje. E isso vai sem dúvida prejudicar a cidade, tudo o que é plantando produz fruto, nesse “descaso” os frutos com certeza não serão bons. Vocês da imprensa não noticiam e isso é uma vergonha. A denúncia tá rolando aqui e não vemos uma notinha em jornal, agora se fosse alguma futrica política com certeza já teria nota em sua coluna, e também em outras. É impressionante o descaso com que a UEM é tratado, tanto pelos seus administradores como pela imprensa e ainda mais pelos políticos de nossa cidade. Daqui a alguns dias, quando o período eleitoral estiver no seu auge, os grandes políticos de nossa cidade irão se lembrar da UEM, e provavelmente mais uma vez, nós que fazemos parte da comunidade acadêmica iremos acreditar em suas promessas esperando as melhoras necessárias. Isso precisa mudar.
Email do autor: souacademicosim@uem.br
2 agosto 2008
6:32 pm
Nº 39292
Escutei boatos sobre a deficiência de tal curso na UEM e o porquê de muitos não quererem prestar direito em Maringá, mesmo assim prestei o vestibular e passei.Mas agora vem a dúvida : A situação ainda está muito desfavorável na questão de professores na UEM? Algo foi feito a respeito?
Email do autor: